segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Convite: "Oficina de Justiça Ambiental: desigualdade, meio ambiente e ativismo público" Volta Redonda RJ


‎[DIVULGAÇÃO]
via @infoambiental (twitter/facebook)

Convite: "Oficina de Justiça Ambiental: desigualdade, meio ambiente e ativismo público"

A oficina pretende divulgar a produção científica vinculada ao tema da Justiça Ambiental, além de receber ativistas ambientais de Volta Redonda para debater o modo como a questão ambiental está relacionada à distribuição desigual de recursos políticos e econômicos. Entre os convidados, estão Cecília Mello, do IPPUR/UFRJ, autora do livro “O que é Justiça Ambiental” (http://www.garamond.com.br/arquivo/376.pdf), Raquel Giffoni (doutoranda do IPPUR/UFRJ) e ativistas vinculados à luta contra a contaminação química em Volta Grande IV, também ativa participante da Comissão Ambiental Sul.

Data e horário: 17/10, de 14h às 18h, na sala 107 da UFF do Aterrado (bloco A).

Inscrições gratuitas no site http://www.icex.uff.br/agendaacademica/
Basta procurar por "eventos ICHS". O evento ocorrerá no contexto do CADUFF.

Saudações,

Gustavo Neves Bezerra (Professor de Ciências Sociais da UFF de Volta Redonda).
gustavonb@yahoo.com.br

PS: Para adiantar a discussão, segue também um trecho da Declaração de lançamento da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, de 2001:
http://www.justicaambiental.org.br/_justicaambiental/

A Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA) resulta da iniciativa de movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores/as, ONGs, entidades ambientalistas, ecologistas, organizações de afrodescendentes e indígenas e pesquisadores/as universitários/as. Foi criada no Colóquio Internacional sobre Justiça Ambiental, Trabalho e Cidadania realizado no campus da UFF em Niterói, de 24 a 27 de setembro de 2001, e teve o apoio de redes semelhantes dos Estados Unidos, Chile e Uruguai. No colóquio, debateu-se as dimensões ambientais das desigualdades econômicas e sociais que caracterizam os modelos de desenvolvimento destes quatro países americanos.

A proposta básica do seminário foi aproximar o movimento por justiça ambiental nos Estados Unidos e os movimentos sociais e sindicatos brasileiros que também lutam por justiça ambiental, apesar de não utilizarem explicitamente esse conceito. São lutas contra a discriminação ambiental dos setores mais pobres e marginalizados da sociedade brasileira. Esses setores carregam um fardo desproporcional do impacto das atividades degradadoras do meio ambiente.

O conceito de Justiça Ambiental teve sua origem a partir da luta do movimento negro dos EUA, no início dos anos 1980, que denunciou que os depósitos de lixo tóxico e de indústrias poluentes concentravam-se nas áreas habitadas pela população negra. Ao denunciar que a população negra estava sendo vítima de um racismo ambiental, o movimento deu visibilidade à relação existente entre degradação ambiental e injustiça social.

Também no Brasil, as populações que possuem menores recursos financeiros e políticos, em geral, são as que recebem os maiores impactos da degradação ambiental e as que possuem menor poder para definir quais devem ser os usos dados ao meio ambiente e aos recursos naturais de seus territórios.

Essa relação não é fruto do acaso. A história do país ― e de suas opções de desenvolvimento ― é marcada pela concentração de renda e poder, pela exploração intensiva dos recursos naturais e do trabalho humano, e pela destruição dos ecossistemas. Uma das conseqüências disso é a imposição de uma maior carga dos danos ambientais das atividades produtivas às populações de baixa renda, aos grupos raciais discriminados, às comunidades étnicas tradicionais e às populações marginalizadas.

Reverter esse quadro de injustiças ambientais significa lutar pela superação de toda forma de discriminação. Significa, também, garantir a participação efetiva de todos os segmentos sociais nas decisões acerca dos usos dos recursos ambientais.

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