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domingo, 16 de fevereiro de 2014

tema de concurso: Analistas: país deve investir mais em renováveis

Demanda global por energia eólica, solar e hídrica crescerá 80%


RAMONA ORDOÑEZ
BRUNO ROSA
Publicado:16/02/14 - 8h00

RIO - Ambientalistas e especialistas defendem o aumento dos investimentos em energias renováveis no Brasil, que tem grande potencial. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), fontes como eólica, solar e hídrica devem ter alta de 80% na demanda nos próximos anos. Para Dolf Gielen, diretor de Inovação e Tecnologia da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês), o Brasil tem potencial para que as fontes renováveis cheguem a 55% da geração de energia no país até 2030:
Usina da Espanha. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdFEUAcHY0dCHqhnXLqxjXlbxX1_uisLF1Nk9KylNttt8hUWJmTxtNRIL5BODE5WkKaQjR7qt0GBLjzjU5F59JKLK89XWe5dq1jNMADoOAoCmlso94BBafS00WKU9pZWE9UKPitwFWNHU/s1600/worlds-largest-solar-power-tower.jpg

— O Brasil tem uma das matrizes mais limpas de energia. Mas é preciso políticas mais agressivas para encorajar investimentos.

O biólogo André Nahurm, coordenador interino de Mudanças Climáticas do WWF-Brasil, lembra que o país vem reduzindo projetos renováveis: os investimentos caíram de US$ 7,1 bilhões em 2012 para US$ 3,4 bilhões no ano passado.

— O país enfrenta impactos preocupantes na produção de energia, agravados com o forte calor e os apagões. Seria importante investir mais em outras fontes de energia, como solar, biomassa e eólica — disse.

Já o professor Tasso Azevedo, especialista em floresta e clima, critica o fato de o Brasil apostar todas as suas fichas no pré-sal em um momento em que os países desenvolvidos estão reduzindo sua demanda por energia em geral. Segundo Tasso, um dos entraves para o desenvolvimento das energias sustentáveis no Brasil é que o planejamento energético, feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), se baseia no custo da energia presente:

— E, se não tiverem escala, as fontes renováveis nunca ficarão mais baratas. É preciso visão de longo prazo. No ano passado, em determinados momentos do dia, a Espanha conseguiu gerar 100% de sua energia através do sol. O Brasil tem um potencial enorme e não está aproveitando.

Para a economista Paula Barbosa, especialista em petróleo e gás, o Brasil deveria ampliar de forma agressiva seus programas para geração de energias renováveis. Apesar de a matriz energética brasileira ser uma das mais limpas — com as renováveis respondem por 42% do total, contra a média mundial de 13% —, Paula diz que o governo tem de incentivar o desenvolvimento dessas fontes já que sua participação caiu de 44% para 42% entre 2011 e 2012, por conta das térmicas.

— Precisamos ampliar e investir mais nas fontes renováveis. Temos potencial gigantesco em energia eólica, solar e nos biocombustíveis. Mas isso não significa que poderemos abrir mão do petróleo tão rapidamente — disse Paula.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/analistas-pais-deve-investir-mais-em-renovaveis-11619418#ixzz2tUZEatol

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Paraná deve sediar 15 indústrias de bioenergia


http://www.meiofiltrante.com.br/noticias.asp?id=14311&action=detalhe

Data da notícia: 7/1/2013

Empresas preveem investimentos de R$ 750 milhões no Estado

Empresários austríacos da Entec Biogás GMBH e da Cattalini Bio Energia apresentaram no final de dezembro, ao governador Beto Richa uma proposta de implantar no Paraná 15 unidades de processamento de resíduos orgânicos para produção de energia e biogás. A iniciativa deverá ser executada nos próximos cinco anos com investimento estimado de R$ 750 milhões.

O tema foi discutido em reunião no Palácio Iguaçu, em Curitiba, com a presença do cônsul do Brasil na Áustria, Lothar Ernest Wolff. Inicialmente, as duas empresas irão trocar tecnologias para instalar um projeto piloto na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “Investir em biogás atende uma proposta do nosso governo em zerar o envio de resíduos para aterros sanitários. Com o apoio da iniciativa privada iremos conseguir esse objetivo”, disse o governador.

Segundo Sergio Vidoto, diretor comercial da Cattalini, o objetivo do investimento é gerar energia limpa e reduzir os impactos no meio ambiente. Ele solicitou ao governo apoio para distribuição e comercialização do biogás, pela Compagás, e da energia, através da Copel.

Vidoto estima que a planta industrial da RMC tenha capacidade para utilizar toda a produção de lixo orgânico de Curitiba, aproximadamente 150 toneladas dia. “Queremos mostrar ao Paraná que podemos utilizar esse produto para gerar energia e combustível. Precisamos do apoio do governo estadual para efetivar essa parceria e trazer esse investimento para o Paraná”, afirmou o executivo.

A CEO da Etec na Áustria, Brigitte Maier, disse que a empresa é uma das líderes do mercado mundial de biogás, com atuação em cerca de 20 países. Ela agradeceu a recepção do governo estadual e disse que o Paraná está preparado para trabalhar com o setor. “É um investimento grande e tenho certeza que vai funcionar no Paraná. Serão gerados ainda muitos empregos no processo de triagem dos recursos orgânicos”, informou ela.

O governador Beto Richa apresentou o programa Paraná Competitivo aos empresários e disse que fará o possível para garantir que o investimento seja efetivado. Ele explicou que o programa estadual de incentivos agrega benefícios fiscais com a preocupação com o desenvolvimento sustentável.

O governador afirmou que o programa Bioclima Paraná é outra iniciativa que busca aliar produção e preservação ambiental.

Segundo Richa, outros fatores também contribuem para a atração de investimentos ao Estado, entre eles a mão de obra qualificada e a boa infraestrutura de transporte. Ele lembrou que o Paraná Competitivo já assegurou investimentos de R$ 2018 bilhões e a criação de 110 mil empregos.

O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jonel Iurk, disse que a vinda da Entec para o Estado irá contribuir para a sustentabilidade do setor produtivo. “Esse investimento atende uma das diretrizes do governo para o meio ambiente. Temos um grande projeto de incentivar a iniciativa privada a reduzir e reciclar seus resíduos”, afirmou ele.

Fonte: Agência de Notícias do PR/Adaptado por CeluloseOnline

sábado, 29 de dezembro de 2012

dúvidas sobre biocombustíveis?


http://www.mma.gov.br/perguntas-frequentes?catid=13

MMA FAQs - Clima - Biocombustíveis

1. Quais são os principais biocombustíveis utilizados no Brasil hoje?

No Brasil são utilizados como biocombustíveis o etanol proveniente de cana-de-açúcar, e o biodiesel, proveniente da soja, sebo bovino e outras matérias-primas. Todo combustível vendido no território nacional tem algum percentual de biocombustível em sua composição.

2. Quais as vantagens da utilização dos biocombustíveis?

A utilização de biocombustíveis permite a redução de emissões de gases de efeito estufa, reduz a poluição nas cidades e diminui a dependência do país na importação de petróleo.

3. Os biocombustíveis são prejudiciais à durabilidade dos motores?

Os motores dos veículos nacionais são garantidos pelas fábricas para operar com as misturas obrigatórias de biocombustíveis. Os veículos flex-fuel são especificados pelos fabricantes para utilizar sem dano qualquer proporção de mistura entre gasolina e etanol.

4. Existe a preocupação de que a produção de biocombustíveis possa causar a diminuição da oferta de alimentos?

Esta preocupação existe e é válida. Algumas culturas para biocombustíveis também são utilizadas para a alimentação humana e ,em tese, a excessiva produção de biocombustíveis a partir destas culturas poderia levar ao aumento do preço e redução da oferta de alimentos. No entanto, no caso brasileiro esta preocupação não procede. No caso do etanol de cana de açúcar, a área atualmente plantada e a grande produtividade da agricultura nacional permite a oferta tanto de etanol  combustível quanto de açúcar nas quantidades demandadas pelo mercado. No caso do biodiesel, a produção vem principalmente do óleo de soja, que é um co-produto do farelo de soja,  produto com amplo uso na industria alimentícia.

5. Existe alguma relação entre o uso de biocombustível e a perda de biodiversidade?

Em qualquer cultura agrícola são necessários cuidados para evitar a perda de biodiversidade. Em especial, é fundamental que todas as propriedades produtoras cumpram a legislação ambiental, e que seja respeitado o zoneamento agroecológico.

Por exemplo, uma importante medida para garantir a sustentabilidade ambiental da produção do etanol brasileiro foi a publicação, em setembro de 2009, do decreto n° 6961 que aprovou o zoneamento agroecológico da cana de açúcar, definido as zonas aptas à expansão desta cultura.

O zoneamento, que contou com a participação de diversos ministérios e agências governamentais, traz informações detalhadas sobre aptidão agrícola e restrições ambientais ao cultivo da cana de açúcar. O ZAE-cana aponta a existência de 65 milhões de ha de áreas aptas à expansão dessa cultura, e orienta o crescimento para áreas já antropizadas, principalmente com pastagens plantadas, sem a necessidade de supressão de vegetação nativa. Dentre as restrições, em especial podemos citar que o zoneamento incorporou os resultados dos estudos que indicaram as áreas prioritárias para a conservação dos biomas brasileiros, e considera os biomas Amazônia e Pantanal (bacia do alto Paraguai) como inaptos à produção de cana de açúcar.

6. Quais são as principais discussões relacionadas à sustentabilidade dos biocombustíveis (etanol e biodiesel)?
As principais discussões relacionadas à sustentabilidade dos biocombustíveis tratam:


  • da regularidade ambiental das propriedades produtoras de matérias-primas;
  • da contribuição dos biocombustíveis para a redução das emissões de gases de efeito estufa;
  • da influência dos biocombustíveis para a qualidade do ar, em especial nas cidades;
  • das mudanças do uso do solo decorrentes da expansão das culturas agrícolas
  • da necessidade de identificação de matérias-primas alternativas e outras rotas produtivas para os biocombustíveis.
  • do controle da estocagem e transporte e a identificação de novos usos para a glicerina resultante da produção do biodiesel;
  • do  abandono progressivo das queimadas como forma de manejo dos canaviais;
  • da  consolidação da integração existente entre a indústria (destilarias) e o cultivo da cana: onde o vinhoto e outros subprodutos do processo produtivo do etanol são processados e utilizados como fertilizante na lavoura;
  • do aumento da participação da agricultura familiar na produção de matérias-primas para os biocombustíveis.


O governo brasileiro já participa de uma iniciativa internacional para o desenvolvimento de indicadores ambientais para os biocombustíveis, no âmbito do  Global BioEnergy Partnership – GBEP. Neste grupo, foram acordados  24 indicadores de sustentabilidade  relativo à produção e uso de biocombustíveis. Dos 24, 8 são de sustentabilidade ambiental, a saber: ciclo de vida das emissões de gases de efeito estufa, qualidade dos solos, nível de exploração de recursos madeireiros, emissões de gases poluidores e tóxicos que não de efeito estufa, uso da água e sua eficiência, qualidade da água, diversidade biológica e paisagem, mudança no uso da terra e mudança no uso da terra relativa à produção de culturas para bioenergia.

7. Quais são as principais discussões relacionadas à sustentabilidade dos biocombustíveis (etanol e biodiesel)?

A regularidade ambiental das propriedades produtoras de matéria prima.
A necessidade de estudos conclusivos sobre as emissões no ciclo de vida do biodiesel e do etanol, incluindo eventuais emissões decorrentes da mudança do uso da terra (LUC).
A forte dependência da soja para a produção do biodiesel, e a necessidade  de avançar com as iniciativas de sustentabilidade na produção desta commodity, o que pode incluir um Zoneamento Agro Ecológico como o estabelecido para a cana de açúcar e a palma de óleo (dendê).

8. A Matriz Energética Brasileira é considerada limpa?

Sim. A matriz energética brasileira está entre as mais limpas do mundo, pois aproximadamente 47,5% de toda energia produzida no Brasil vem de fontes renováveis, enquanto no resto do mundo essa participação é em média 13%. Se analisarmos somente a produção de eletricidade, a situação do Brasil é ainda mais confortável com aproximadamente 86% de participação de fontes renováveis devido principalmente à grande participação geração hidrelétrica.

Com o aumento da atividade econômica, inclusão social e políticas de distribuição de renda, a necessidade por energia aumenta, sendo esse o grande desafio: ampliar a oferta de energia através de fontes renováveis como a hídrica, eólica, solar e biomassa.

Mais informações sobre a matriz energética nacional podem ser encontradas na Empresa de Pesquisa Energética.

9. Quais são as ações do MMA no fomento à eficiência energética e fontes renováveis de energia como a solar e eólica?

O Ministério do Meio Ambiente participa de diversas iniciativas de fomento à utilização de fontes renováveis de energia dentre as quais destacamos:

- Grupo de Trabalho sobre Energia Solar Térmica, cujo objetivo é apoiar a disseminação de Sistemas de Aquecimento Solar de Água - SAS, bem como elaborar e acompanhar atividades específicas que visam à instalação destes sistemas no Programa Minha Casa Minha Vida. Até o final de 2011, mais de 40 mil unidades habitacionais contemplavam o uso de SAS e há expectativa de mais 260 mil unidades na segunda etapa do Programa Minha Casa Minha Vida.

- Coordenação do Projeto Market Transformation for Energy Efficiency in Brazil / Transformação de Mercado para a Eficiência Energética no Brasil, cujo objetivo é influenciar, transformar e desenvolver o mercado para operações de Eficiência Energética em edificações, levando ao consumo de energia com menos intensidade de carbono e mais sustentabilidade. O projeto contribuirá para aumentar a eficiência energética em edificações públicas e comerciais em 4 milhões de MWh de eletricidade durante 20 anos, reduzindo diretamente as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa em  2,01 milhões de toneladas de CO2 durante o mesmo período.

- Coordenação de discussões sobre licenciamento ambiental de projetos eólicos em conjunto com Órgãos Estaduais de Meio Ambiente, cujo objetivo é estabelecer padrões mínimos para o licenciamento ambiental de tais empreendimentos.

Além das iniciativas acima, o MMA também promove estudos buscando alternativas sustentáveis para a matriz de energia no Brasil, como o aproveitamento do biogás e resíduos de madeira por exemplo.

10. Como funciona e onde posso conseguir informações sobre o licenciamento ambiental de empreendimentos elétricos?

O licenciamento ambiental é um dos instrumentos mais importantes da Política Nacional do Meio Ambiente, e busca conciliar o desenvolvimento com a proteção do meio ambiente, na lógica do desenvolvimento sustentável.

É uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e possui como uma de suas características a participação social na tomada de decisão.

O licenciamento ambiental é compartilhado entre os Órgãos Estaduais de Meio Ambiente e o Ibama, entidades que compõem o SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente). O Ibama atua no licenciamento de projetos ou atividades localizados ou desenvolvidos: conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; no mar territorial, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva; em terras indígenas; em unidades de conservação instituídas pela União, com exceção das Áreas de Proteção Ambiental – APAs; em dois ou mais estados; de caráter militar, com exceção daqueles previstos na Lcp nº 97/1999.

As principais diretrizes para a execução do licenciamento ambiental estão expressas na Lei 6.938/81 e nas Resoluções CONAMA nº 001/86 e nº 237/97, Portarias MMA nº 420/2011, nº 421/2011, nº 422/2011 e nº 424/2011 e Portarias Interministeriais nº 419/2011, nº 423/2011 e nº 425/2011. Além dessas, a Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011, estabelece as atribuições gerais de cada entidade integrante do SISNAMA.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Resolução abre caminho para que consumidores gerem sua própria energia


http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3713
[12/12/2012 16:53]



Quem quiser instalar micro ou minigeradores em sua casa ou empresa terá direito a um abatimento na conta de luz de acordo com a sua produção. Sobras de energia serão injetadas no sistema de distribuição. Depois que o consumidor fizer o pedido para conectar seu gerador à rede, as distribuidoras terão até 82 dias para finalizar os procedimentos necessários


A partir de segunda-feira (17/12) começa a valer a Resolução 482/2012 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que regulamenta a geração de energia por consumidores. Qualquer pessoa ou empresa que quiser instalar micro (até 100 KW) ou minigeradores (entre 100 KW até 1 MW) terá direito a um abatimento na conta de luz de acordo com a sua produção. Sobras de energia serão injetadas diretamente no sistema de distribuição.

A norma define os trâmites que as distribuidoras deverão adotar nesses casos e é válida para energia solar, eólica, hídrica e de biomassa. Depois que o consumidor fizer o pedido para conectar seu gerador à rede, as distribuidoras terão até 82 dias para finalizar os procedimentos necessários.

A resolução foi aprovada em abril, mas estava suspensa e sujeita a consulta pública por um pedido das distribuidoras, que tinham dúvidas sobre sua aplicação e queriam mudanças na redação e mais tempo para se adaptar. Na tarde de ontem, a diretoria da Aneel bateu o martelo, depois de fazer mudanças no texto relacionadas à forma de cobrar impostos no sistema de compensação entre distribuidoras e consumidores. A nova redação deve ser publicada no Diário Oficial ainda nesta semana.

Ficaram de fora do texto incentivos para a instalação dos medidores e geradores, cujos custos ficarão por conta dos consumidores. Apesar disso, a medida está sendo comemorada por organizações que lutam pela ampliação das fontes limpas na matriz energética brasileira.

“É um pequeno passo, mas para o Brasil é totalmente inédito. Nunca tivemos uma lei para energia solar”, avalia Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace.

De acordo com ele, para que a geração descentralizada ganhe escala são necessários incentivos para o consumidor final de painéis solares e a instalação de fabricantes no País. Enquanto isso, Baitelo reconhece que a demanda deve limitar-se a empresas e consumidores domésticos de alta renda.

O integrante do Greenpeace só lamenta que uma alteração do texto original da resolução tenha proibido que os moradores de um condomínio, por exemplo, compartilhassem um mesmo gerador, o que reduziria custos. Representantes do fisco estadual consideraram que isso complicaria a cobrança de impostos.

Geração descentralizada

Em países como a Alemanha, a geração descentralizada existe há vários anos e vem ganhando escala. Lá, os consumidores não apenas podem ter abatimentos na conta de luz, como têm incentivos para instalação de geradores e medidores e podem receber pelas sobras de energia produzida.

Segundo o MME (Ministério de Minas e Energia), 15% dos domicílios brasileiros já dispõem de energia solar. O potencial solar brasileiro é muito grande. O Brasil tem uma média anual de radiação global de 1.642 e 2.300 kWh/m²/ano. Se apenas 2% da área urbanizada brasileira fosse aproveitada, toda a demanda brasileira por eletricidade poderia ser atendida.

De acordo com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a energia solar já é competitiva em diversas regiões do País em função da incidência de sol e da tarifa de energia local. Com a tendência de queda no custo de geração, o sistema pode atingir até 98% das moradias no país no futuro, desde que sejam concedidos incentivos.

Além de significar redução da tarifa no bolso do consumidor, a geração descentralizada representa uma revolução em relação à geração centralizada tradicional. Ela tem potencial de reduzir perdas nas redes – atualmente entre 10% e 12% – e economiza investimentos em transmissão, que devem chegar a R$ 36 bilhões nos próximos dez anos. O sistema também pode melhorar a qualidade do serviço de energia e contribui para tornar mais limpa e diversificada a matriz energética.

Com informações do Greenpeace.


domingo, 7 de outubro de 2012

palestra sobre bioenergia na usp

http://www.institutoestre.com.br/palestra-sobre-bioenergia-na-usp

SUSTAINABLE BIONERGY: MUST AND HOW

Palestrante: Prof. Dr. Lee Lynd

Data: 15 outubro de 2012
Horário: 15h às 17h
Local: Anfiteatro do prédio de materiais do IEE/USP Av. Prof. Luciano Gualberto, 1289, Cidade Universitária, São Paulo
Inscrições através do e-mail comunicacao@iee.usp.br


O Prof. Lee Lynd, professor na Dartmouth College (USA), palestrará sobre as questões pertinentes à sustentabilidade na bioenergia, tópico que vem sendo bastante discutido em nível nacional e mundial. Principais questões de bioenergia sustentável estão relacionados a questões de “Como?”. Isto é, devemos usar a bioenergia em larga escala, a fim de ter uma expectativa razoável de alcançar um futuro de energia sustentável? Como podemos desenvolver bioenergia como uma fonte de energia em grande escala global, honrando outras prioridades importantes? Nova análise será apresentado à proposição de que a bioenergia é provável que seja uma parte obrigatória e não discricionária de um sistema sustentável de fornecimento de energia. Muitas opções potenciais para a produção de biomassa em relação à escala significativa de fonte de energia primária serão identificados. A palestra trará uma visão para alcançar vários benefícios humanos, através de uma abordagem sistêmica para a produção de alimentos e bioenergia.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ecoenergia


24 de setembro de 2012
Ecoenergia

A revista Ecoenergia promoverá, no dia 24 de setembro, o 1º Encontro de Logística de Biocombustíveis do Rio de Janeiro. O evento será realizado das 9h às 17h, no auditório do Centro Empresarial Rio, localizado na Praia de Botafogo, 228 – 2º andar.

A programação completa do evento está no site: http://www.revistaecoenergia.com.br. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail comercial2@revistaecoenergia.com.br ou pelo telefone (21) 3545-2678 (falar com Danielle Barros).


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Seminário Etanol – Rio Capital da Energia


29 de agosto de 2012
http://www.riocapitaldaenergia.rj.gov.br/site/conteudo/Evento.aspx?C=TjZSblB2cS8%3d

O etanol combustível será tema de seminário promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, dentro do Programa Rio Capital da Energia, com apoio das empresas Raízen e Usina Canabrava. O evento acontecerá no próximo dia 29 de agosto no auditório da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro, e contará com a presença dos principais nomes do setor sucroalcooleiro do país.

O evento tem o objetivo de debater as principais questões que envolvem o setor de etanol no Brasil, abrangendo desde a competitividade, o combustível como commodity internacional, e a inovação tecnológica necessária para aumentar a sua produtividade, além da necessidade de logística e financiamento.

O seminário faz parte do Programa Rio Capital da Energia, lançado em 2011, pelo governador Sérgio Cabral, que pretende fazer do Rio de Janeiro uma referência internacional na área de energia, sob os aspectos de inovação tecnológica, eficiência energética e economia verde.

A energia eólica e a energia solar já foram temas de debates e resultaram em medidas práticas de incentivos a cada um dos setores, como a Carta do Vento e a Carta do Sol, documentos que foram encaminhados ao Governo Federal com contribuições feitas a partir do debate promovido em torno do tema.

“Mesmo não tendo expressividade hoje na produção nacional de etanol, com apenas 0,5% da produção nacional e cerca de 6% do consumo total, o Estado do Rio de Janeiro quer trazer à tona as discussões sobre o futuro do etanol no país e no mundo. Debater a energia do século XXI é um dos focos do Programa Rio Capital da Energia”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno.



Clique aqui para conferir a programação completa do seminário.
http://www.riocapitaldaenergia.rj.gov.br/Publico/MostrarArquivo.aspx?C=x%2biyoTXwacc%3d

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Workshop na Embrapa discute nova resolução da ANP e qualidade do biodiesel


fonte: http://www.cnpae.embrapa.br/imprensa/noticias/workshop-na-embrapa-discute-nova-resolucao-da-anp-e-qualidade-do-biodiesel


Inscrições gratuitas podem ser feitas no site. Restam poucas vagas.


(Brasília, 27 de julho de 2012) Em 8 de agosto, a Embrapa Agroenergia reúne, em Brasília, representantes da cadeia produtiva do biodiesel, de entidades de pesquisa e órgãos regulamentadores para discutir a qualidade do produto. Os debates estão inseridos na programação do Workshop sobre Controle Pleno da Qualidade do Biodiesel e da Mistura com Diesel.

Um dos palestrantes do evento é Vinícius Skrobot, coordenador do Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ele explica que “o biodiesel é um produto relativamente novo no mercado e, então, faz-se necessário monitorar e agir tempestivamente contra agentes que trabalhem com práticas que prejudiquem a qualidade desse biocombustível, na etapa de produção ou qualquer ponto da cadeia de distribuição”.

Em maio deste ano, a ANP publicou uma resolução normativa que define novos padrões de qualidade para o biodiesel. As principais mudanças estão no ponto de entupimento do filtro a frio e no teor máximo de água. Para Skrobot, as novas regras fazem parte de um processo natural de aperfeiçoamento da especificação.  “A nova Resolução apresenta maior rigor contra certos contaminantes associados à perda de estabilidade do produto, como água e glicerídeos. Além disso, a especificação busca alinhar a qualidade do biodiesel aos novos tipos de óleos diesel que estão sendo adotados no Brasil (S10 e S50), que têm menor tolerância a contaminantes”, detalha o coordenador.

Para Skrobot, o Workshop promovido pela Embrapa Agroenergia “será uma ótima oportunidade de ouvir agentes da academia, indústria e governo sobre a evolução do uso do biodiesel na matriz energética brasileira. Para a ANP, é uma oportunidade importante para divulgar suas ações e esclarecer dúvidas sobre questões ligadas à qualidade do biodiesel.”

Além da ANP, também ministrarão palestra no evento representantes das seguintes instituições: Casa Civil, União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e  Lubrificantes (Sindicom), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Sinc do Brasil.

Para ver a programação completa e obter a ficha de inscrição, clique aqui. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail sac.cnpae@embrapa.br ou pelo telefone (61) 3448-1581. O Workshop é patrocinado pela Sinc do Brasil.



Embrapa Agroenergia

Agroenergia: focando em soluções - da biomassa à energia

Internet: www.embrapa.br/cnpae

http://twitter.com/cnpae



Jornalista responsável:

Vivian Chies (MTb 42.643/SP)

E-mail: vivian.chies@embrapa.br

Tel: (61) 3448-2264

terça-feira, 8 de maio de 2012

4º Seminário Bioenergia: Desafios e Oportunidades de Negócios - CENBIO-IEE-USP 1/6


O CENBIO realizará no dia 1º de Junho de 2012 o 4º Seminário Bioenergia: Desafios e Oportunidades de Negócios, que abordará avanços tecnológicos, mercado, barreiras e cenários do biodiesel.


O evento é gratuito e as inscrições são feitas no site do CENBIO: http://cenbio.iee.usp.br.


Programação preliminar: http://cenbio.iee.usp.br/download/agenda_4oseminbioenergia.pdf


Local do evento: Auditório Prof. Romeu Landi – Prédio da Administração da Escola Politécnica – Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa 3, nº. 380 – Cidade Universitária.


fonte: http://www.institutoestre.com.br/4%C2%BA-seminario-bioenergia-desafios-e-oportunidades-de-negocios-cenbioieeusp?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
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