Demanda global por energia eólica, solar e hídrica crescerá 80%
RAMONA ORDOÑEZ
BRUNO ROSA
Publicado:16/02/14 - 8h00
RIO - Ambientalistas e especialistas defendem o aumento dos investimentos em energias renováveis no Brasil, que tem grande potencial. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), fontes como eólica, solar e hídrica devem ter alta de 80% na demanda nos próximos anos. Para Dolf Gielen, diretor de Inovação e Tecnologia da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês), o Brasil tem potencial para que as fontes renováveis cheguem a 55% da geração de energia no país até 2030:
Usina da Espanha. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdFEUAcHY0dCHqhnXLqxjXlbxX1_uisLF1Nk9KylNttt8hUWJmTxtNRIL5BODE5WkKaQjR7qt0GBLjzjU5F59JKLK89XWe5dq1jNMADoOAoCmlso94BBafS00WKU9pZWE9UKPitwFWNHU/s1600/worlds-largest-solar-power-tower.jpg
— O Brasil tem uma das matrizes mais limpas de energia. Mas é preciso políticas mais agressivas para encorajar investimentos.
O biólogo André Nahurm, coordenador interino de Mudanças Climáticas do WWF-Brasil, lembra que o país vem reduzindo projetos renováveis: os investimentos caíram de US$ 7,1 bilhões em 2012 para US$ 3,4 bilhões no ano passado.
— O país enfrenta impactos preocupantes na produção de energia, agravados com o forte calor e os apagões. Seria importante investir mais em outras fontes de energia, como solar, biomassa e eólica — disse.
Já o professor Tasso Azevedo, especialista em floresta e clima, critica o fato de o Brasil apostar todas as suas fichas no pré-sal em um momento em que os países desenvolvidos estão reduzindo sua demanda por energia em geral. Segundo Tasso, um dos entraves para o desenvolvimento das energias sustentáveis no Brasil é que o planejamento energético, feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), se baseia no custo da energia presente:
— E, se não tiverem escala, as fontes renováveis nunca ficarão mais baratas. É preciso visão de longo prazo. No ano passado, em determinados momentos do dia, a Espanha conseguiu gerar 100% de sua energia através do sol. O Brasil tem um potencial enorme e não está aproveitando.
Para a economista Paula Barbosa, especialista em petróleo e gás, o Brasil deveria ampliar de forma agressiva seus programas para geração de energias renováveis. Apesar de a matriz energética brasileira ser uma das mais limpas — com as renováveis respondem por 42% do total, contra a média mundial de 13% —, Paula diz que o governo tem de incentivar o desenvolvimento dessas fontes já que sua participação caiu de 44% para 42% entre 2011 e 2012, por conta das térmicas.
— Precisamos ampliar e investir mais nas fontes renováveis. Temos potencial gigantesco em energia eólica, solar e nos biocombustíveis. Mas isso não significa que poderemos abrir mão do petróleo tão rapidamente — disse Paula.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/analistas-pais-deve-investir-mais-em-renovaveis-11619418#ixzz2tUZEatol
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domingo, 16 de fevereiro de 2014
sábado, 29 de dezembro de 2012
dúvidas sobre biocombustíveis?
http://www.mma.gov.br/perguntas-frequentes?catid=13
MMA FAQs - Clima - Biocombustíveis
1. Quais são os principais biocombustíveis utilizados no Brasil hoje?
No Brasil são utilizados como biocombustíveis o etanol proveniente de cana-de-açúcar, e o biodiesel, proveniente da soja, sebo bovino e outras matérias-primas. Todo combustível vendido no território nacional tem algum percentual de biocombustível em sua composição.
2. Quais as vantagens da utilização dos biocombustíveis?
A utilização de biocombustíveis permite a redução de emissões de gases de efeito estufa, reduz a poluição nas cidades e diminui a dependência do país na importação de petróleo.
3. Os biocombustíveis são prejudiciais à durabilidade dos motores?
Os motores dos veículos nacionais são garantidos pelas fábricas para operar com as misturas obrigatórias de biocombustíveis. Os veículos flex-fuel são especificados pelos fabricantes para utilizar sem dano qualquer proporção de mistura entre gasolina e etanol.
4. Existe a preocupação de que a produção de biocombustíveis possa causar a diminuição da oferta de alimentos?
Esta preocupação existe e é válida. Algumas culturas para biocombustíveis também são utilizadas para a alimentação humana e ,em tese, a excessiva produção de biocombustíveis a partir destas culturas poderia levar ao aumento do preço e redução da oferta de alimentos. No entanto, no caso brasileiro esta preocupação não procede. No caso do etanol de cana de açúcar, a área atualmente plantada e a grande produtividade da agricultura nacional permite a oferta tanto de etanol combustível quanto de açúcar nas quantidades demandadas pelo mercado. No caso do biodiesel, a produção vem principalmente do óleo de soja, que é um co-produto do farelo de soja, produto com amplo uso na industria alimentícia.
5. Existe alguma relação entre o uso de biocombustível e a perda de biodiversidade?
Em qualquer cultura agrícola são necessários cuidados para evitar a perda de biodiversidade. Em especial, é fundamental que todas as propriedades produtoras cumpram a legislação ambiental, e que seja respeitado o zoneamento agroecológico.
Por exemplo, uma importante medida para garantir a sustentabilidade ambiental da produção do etanol brasileiro foi a publicação, em setembro de 2009, do decreto n° 6961 que aprovou o zoneamento agroecológico da cana de açúcar, definido as zonas aptas à expansão desta cultura.
O zoneamento, que contou com a participação de diversos ministérios e agências governamentais, traz informações detalhadas sobre aptidão agrícola e restrições ambientais ao cultivo da cana de açúcar. O ZAE-cana aponta a existência de 65 milhões de ha de áreas aptas à expansão dessa cultura, e orienta o crescimento para áreas já antropizadas, principalmente com pastagens plantadas, sem a necessidade de supressão de vegetação nativa. Dentre as restrições, em especial podemos citar que o zoneamento incorporou os resultados dos estudos que indicaram as áreas prioritárias para a conservação dos biomas brasileiros, e considera os biomas Amazônia e Pantanal (bacia do alto Paraguai) como inaptos à produção de cana de açúcar.
6. Quais são as principais discussões relacionadas à sustentabilidade dos biocombustíveis (etanol e biodiesel)?
As principais discussões relacionadas à sustentabilidade dos biocombustíveis tratam:
- da regularidade ambiental das propriedades produtoras de matérias-primas;
- da contribuição dos biocombustíveis para a redução das emissões de gases de efeito estufa;
- da influência dos biocombustíveis para a qualidade do ar, em especial nas cidades;
- das mudanças do uso do solo decorrentes da expansão das culturas agrícolas
- da necessidade de identificação de matérias-primas alternativas e outras rotas produtivas para os biocombustíveis.
- do controle da estocagem e transporte e a identificação de novos usos para a glicerina resultante da produção do biodiesel;
- do abandono progressivo das queimadas como forma de manejo dos canaviais;
- da consolidação da integração existente entre a indústria (destilarias) e o cultivo da cana: onde o vinhoto e outros subprodutos do processo produtivo do etanol são processados e utilizados como fertilizante na lavoura;
- do aumento da participação da agricultura familiar na produção de matérias-primas para os biocombustíveis.
O governo brasileiro já participa de uma iniciativa internacional para o desenvolvimento de indicadores ambientais para os biocombustíveis, no âmbito do Global BioEnergy Partnership – GBEP. Neste grupo, foram acordados 24 indicadores de sustentabilidade relativo à produção e uso de biocombustíveis. Dos 24, 8 são de sustentabilidade ambiental, a saber: ciclo de vida das emissões de gases de efeito estufa, qualidade dos solos, nível de exploração de recursos madeireiros, emissões de gases poluidores e tóxicos que não de efeito estufa, uso da água e sua eficiência, qualidade da água, diversidade biológica e paisagem, mudança no uso da terra e mudança no uso da terra relativa à produção de culturas para bioenergia.
7. Quais são as principais discussões relacionadas à sustentabilidade dos biocombustíveis (etanol e biodiesel)?
A regularidade ambiental das propriedades produtoras de matéria prima.
A necessidade de estudos conclusivos sobre as emissões no ciclo de vida do biodiesel e do etanol, incluindo eventuais emissões decorrentes da mudança do uso da terra (LUC).
A forte dependência da soja para a produção do biodiesel, e a necessidade de avançar com as iniciativas de sustentabilidade na produção desta commodity, o que pode incluir um Zoneamento Agro Ecológico como o estabelecido para a cana de açúcar e a palma de óleo (dendê).
8. A Matriz Energética Brasileira é considerada limpa?
Sim. A matriz energética brasileira está entre as mais limpas do mundo, pois aproximadamente 47,5% de toda energia produzida no Brasil vem de fontes renováveis, enquanto no resto do mundo essa participação é em média 13%. Se analisarmos somente a produção de eletricidade, a situação do Brasil é ainda mais confortável com aproximadamente 86% de participação de fontes renováveis devido principalmente à grande participação geração hidrelétrica.
Com o aumento da atividade econômica, inclusão social e políticas de distribuição de renda, a necessidade por energia aumenta, sendo esse o grande desafio: ampliar a oferta de energia através de fontes renováveis como a hídrica, eólica, solar e biomassa.
Mais informações sobre a matriz energética nacional podem ser encontradas na Empresa de Pesquisa Energética.
9. Quais são as ações do MMA no fomento à eficiência energética e fontes renováveis de energia como a solar e eólica?
O Ministério do Meio Ambiente participa de diversas iniciativas de fomento à utilização de fontes renováveis de energia dentre as quais destacamos:
- Grupo de Trabalho sobre Energia Solar Térmica, cujo objetivo é apoiar a disseminação de Sistemas de Aquecimento Solar de Água - SAS, bem como elaborar e acompanhar atividades específicas que visam à instalação destes sistemas no Programa Minha Casa Minha Vida. Até o final de 2011, mais de 40 mil unidades habitacionais contemplavam o uso de SAS e há expectativa de mais 260 mil unidades na segunda etapa do Programa Minha Casa Minha Vida.
- Coordenação do Projeto Market Transformation for Energy Efficiency in Brazil / Transformação de Mercado para a Eficiência Energética no Brasil, cujo objetivo é influenciar, transformar e desenvolver o mercado para operações de Eficiência Energética em edificações, levando ao consumo de energia com menos intensidade de carbono e mais sustentabilidade. O projeto contribuirá para aumentar a eficiência energética em edificações públicas e comerciais em 4 milhões de MWh de eletricidade durante 20 anos, reduzindo diretamente as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa em 2,01 milhões de toneladas de CO2 durante o mesmo período.
- Coordenação de discussões sobre licenciamento ambiental de projetos eólicos em conjunto com Órgãos Estaduais de Meio Ambiente, cujo objetivo é estabelecer padrões mínimos para o licenciamento ambiental de tais empreendimentos.
Além das iniciativas acima, o MMA também promove estudos buscando alternativas sustentáveis para a matriz de energia no Brasil, como o aproveitamento do biogás e resíduos de madeira por exemplo.
10. Como funciona e onde posso conseguir informações sobre o licenciamento ambiental de empreendimentos elétricos?
O licenciamento ambiental é um dos instrumentos mais importantes da Política Nacional do Meio Ambiente, e busca conciliar o desenvolvimento com a proteção do meio ambiente, na lógica do desenvolvimento sustentável.
É uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e possui como uma de suas características a participação social na tomada de decisão.
O licenciamento ambiental é compartilhado entre os Órgãos Estaduais de Meio Ambiente e o Ibama, entidades que compõem o SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente). O Ibama atua no licenciamento de projetos ou atividades localizados ou desenvolvidos: conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; no mar territorial, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva; em terras indígenas; em unidades de conservação instituídas pela União, com exceção das Áreas de Proteção Ambiental – APAs; em dois ou mais estados; de caráter militar, com exceção daqueles previstos na Lcp nº 97/1999.
As principais diretrizes para a execução do licenciamento ambiental estão expressas na Lei 6.938/81 e nas Resoluções CONAMA nº 001/86 e nº 237/97, Portarias MMA nº 420/2011, nº 421/2011, nº 422/2011 e nº 424/2011 e Portarias Interministeriais nº 419/2011, nº 423/2011 e nº 425/2011. Além dessas, a Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011, estabelece as atribuições gerais de cada entidade integrante do SISNAMA.
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Setor de óleos lubrificantes assina acordo com Ministério do Meio Ambiente para destinação de embalagens
Publicado em dezembro 20, 2012 por HC
http://www.ecodebate.com.br/2012/12/20/setor-de-oleos-lubrificantes-assina-acordo-com-ministerio-do-meio-ambiente-para-destinacao-de-embalagens/
Izabella: “Aprendizado de todo mundo. Foto de Paulo de Araújo/MMA
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e entidades representativas do setor de óleos lubrificantes assinaram ontem (19) acordo setorial em que os empresários se responsabilizam pela reciclagem das embalagens plásticas de óleos lubrificantes.
O acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010. A lei que institui a política (12.305/2010) prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana.
Os demais setores que devem aderir ao acordo são o de embalagens (de forma geral), de lâmpadas, de medicamentos, de vidros e de resíduos eletroeletrônicos. O setor de óleos lubrificantes foi o primeiro a aderir.
A ministra acredita que em 2013 os outros acordos setoriais devem ser assinados.”Os setores estão organizando as suas demandas e estão arcando com os custos da logística reversa, que tira do meio ambiente aquilo que se colocou.”
Izabella Teixeira diz que as empresas serão monitoradas pelo Ministério do Meio Ambiente por meio de um sistema online. “Todo varejista tem que ter o registro do que ele recebeu para vender e do que ele entregou para a reciclagem. Essa informação vai ser colocada no sistema de controle de óleo lubrificante.” Ela alerta que quem não respeitar o acordo pode se enquadrar na Lei de Crime Ambiental.
Alísio Vaz, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), disse que todos os membros da entidade, que respondem por 80% do óleo lubrificante fabricado no Brasil, atuam na reciclagem de embalagens. O Programa de Reciclagem de Embalagens Jogue Limpo, do Sindicom, existe desde 2005.
“Os pontos de venda devem guardar as embalagens, acondicionadas de maneira correta. Os caminhões de empresas contratadas vão aos pontos de venda, pesam os sacos com os recipientes, dão um recibo para o dono do posto de que ele entregou um volume determinado. As informações são colocadas no sistema e as embalagens são enviadas para empresas recicladoras de plástico,” explica Vaz.
O presidente do sindicato diz que o custo do sistema é alto. ” A reciclagem é custeada pelas empresas. É um custo logístico muito elevado você ir a centenas de milhares de pontos de venda e recolher as embalagens. É um custo que acaba sendo embutido no próprio produto”.
Reportagem de Aline Leal, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 20/12/2012
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Campanha NÃO JOGUE SEU ÓLEO PELO RALO
Em Volta Redonda/RJ, doe para a Cooperativa Folha Verde
(Todos os detalhes na descrição da foto)
Galpão da cooperativa de Catadores Folha Verde
AV. Bahia nº 199 B. Belmonte CEP 27274-010
Volta Redonda/RJ (24) 9914-3120/8828-2050
Coopcat-folhaverde@hotmail.com
NÃO JOGUE SEU ÓLEO PELO RALO,
DOE PARA FOLHA VERDE.
Você sabia que um litro de óleo contamina um milhão de litros de Água?
O que você faz com seu óleo de cozinha usado?
PROVE
Programa de Reaproveitamento do Óleo Vegetal do Estado do Rio de Janeiro
A maior parte do Óleo Vegetal usado na preparação dos alimentos costuma ser jogado fora nas pias e ralos, causando problemas ao sistema de saneamento e poluindo rios e lagos.
Esse descarte inadequado causa entupimentos das redes elevatórias, estações de tratamentos e refluxos nas caixas de gordura e encanamentos, atraindo assim insetos e roedores.
OBJETIVO
Destinar o óleo usado à reciclagem preserva a qualidade das águas, beneficia o sistema de saneamento e promove a responsabilidade social.
a missão da FOLHA VERDE e PROVE é coletar óleo de cozinha nas residências e empresas do Estado do Rio e estimular que o processo seja feito por meio de cooperativas de catadores.
• O que você pode fazer:
Após usar o óleo, espere esfriar bem e despeje-o em garrafas pets até que estas fiquem completamente cheias. Encaminhe óleo aos postos de coleta Voluntária.
Informações:
coopcat-folhaverde@hotmail .com ou pelo tel: (24) 9914-3128 / 8828-2050
Dê preferência para as cooperativas parceiras do PROVE.
PRATIQUE E DIVULGUE ESTA IDÉIA NO SEU CONDOMÍNIO . O BENEFÍCIO É DE TODOS!
Motivos de orgulho
apoio: MNCR/RJ, RICAMARE, FEBRACOM, Manguinhos, SERLA,Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro e INEA - Instituto Estadual do Ambiente
LOCAIS DE ENTREGA VOLUTARIA:
Sede:
Galpão da cooperativa de Catadores Folha Verde
AV. Bahia nº 199 B. Belmonte CEP 27274-010
Volta Redonda/RJ (24) 9914-3120/8828-2050
Coopcat-folhaverde@hotmail .com
Casa dos catadores da Folha Verde:
Euvaldo Santana
Rua 02 nº 30 B. São Carlos
Ana Cristina
Rua f nº 71 B. Belmonte
Adriana Maciel
Rua Resende 199 B. Jardim Belmonte
Cristiane Moreira
Rua Moçambique nº 312 L. 8 Q. 7 B. Retiro
Carme Lucia
Rua Ataufo Alves nº 45 B. São Lucas
Diva Gaspar
Servidão Bom Jesus Vila Rica/Três Poços
Fernanda Souza
Rua Erica Berbert nº 188 A Três Poços
Dn Eunice Maria
Rua Salvador de Sá nº 122 Água Limpa
Lucia de Fátima
Rua Paz nº 111 B. Belmonte
Mídia Maciel
Rua Irú nº 03 B. Siderlandia
Vilma Moreira
Rua SD. Julio Cesar Pinto nº 49
Vila Rica/ Três Poços
Vasti Maciel
Rua L.129 A Ca 1 B. Siderlandia
Silene Rosa
Rua Gil nº28 B. Vila Rica/Três Poços
Suiam Carvalho
Rua SOLD Julio Cesar Pinto 24 CA 1Tres Poços/Vila Rica
Suely Francisco
Rua Monteiro nº 130 CA 1 Três Poços/Vila Rica
Regina Silva
Rua Erica Berbert nº 188 CA 1 Três Poços/Vila Rica
Rita de Cássia
Rua Nova Esperança nº 35 Vila Rica Três Poços
Rosangela Paula
Rua Cinco nº 70 CA 1 Três Poços/Vila Rica
Rosemeire Francisco
Rua Itatiaia nº 520 B. Siderlandia
Osana Maciel
Rua Resende 119 CA 2 Jardim Belmonte
Nedi Barbosa
Rua Irú nº 3 B. Jardim Belmonte
Fátima Valentim
Rua Araruama nº 207 B. Siderlandia
Programa de Reaproveitamento do Óleo Vegetal do Estado do Rio de Janeiro
A maior parte do Óleo Vegetal usado na preparação dos alimentos costuma ser jogado fora nas pias e ralos, causando problemas ao sistema de saneamento e poluindo rios e lagos.
Esse descarte inadequado causa entupimentos das redes elevatórias, estações de tratamentos e refluxos nas caixas de gordura e encanamentos, atraindo assim insetos e roedores.
OBJETIVO
Destinar o óleo usado à reciclagem preserva a qualidade das águas, beneficia o sistema de saneamento e promove a responsabilidade social.
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• O que você pode fazer:
Após usar o óleo, espere esfriar bem e despeje-o em garrafas pets até que estas fiquem completamente cheias. Encaminhe óleo aos postos de coleta Voluntária.
Informações:
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Dê preferência para as cooperativas parceiras do PROVE.
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Rua Cinco nº 70 CA 1 Três Poços/Vila Rica
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terça-feira, 2 de outubro de 2012
SEMANA C&T - 2012 PROGRAMAÇÃO - RESENDE
local espaço Z Av. gustavo jardim, ao lado da maternidade APMIR Centro da cidade (perto da rodoviária velha)
Resende -RJ
8h – A experiência do CE Dr João Maia em Educação Ambiental – Genise de Moura Freitas Ferreira (SEEDUC/RJ)
Relato da experiência pedagógica dos projetos: Jornada de Educação Ambiental e Agenda 21 Escolar. O primeiro acontece anualmente desde 2006 e tem como principal objetivo estimular práticas de Educação Ambiental que envolvam a comunidade escolar e parceiros. O segundo é resultado do Curso de Aperfeiçoamento Educação Ambiental e Agenda 21 escolar: formando elos de cidadania à distância, promovido pela UERJ em 2009 e que teve como finalidade redigir a Agenda 21 da escola.
9h – Arquitetura sustentável – Wellington Renó Kneip (PMR)
Os caminhos da sustentabilidade na arquitetura e no urbanismo. O que podemos fazer já e o que podemos buscar para o futuro.
10h – Ações do Ministério Público Federal em questões ambientais – Izabella Marinho Brant (MPF/RJ)
Pretende-se apresentar um panorama da tutela do meio ambiente na Constituição Federal de 1988, apontando as atribuições do Ministério Público Federal em matéria ambiental, com enfoque nas questões que ensejam maior atuação nos municípios da região.
11h – Desenvolvimento econômico e preservação ambiental: um paradoxo? – Gláucio Julianelli (CMR)
Discussão dos dois pontos essenciais ao desenvolvimento humano na Região das Agulhas Negras, cujas cidades apresentam semelhantes aspectos culturais, educacionais, geográficos e econômicos. São analisadas também a situação atual e as possibilidades futuras das principais vertentes de crescimento: Indústria, Agricultura e Pecuária, Comércio e Serviços.
14h –"Mata Atlântica – Conhecer para conservar e usufruir de forma sustentável" – Adriana Deslandes – (SEEDUC/RJ)
A conservação da Mata Atlântica vem sendo cada vez mais importante devido à grande riqueza de biodiversidade que abriga em uma área tão pequena já tão devastada historicamente. Hoje, uma boa parte, encontra-se preservada em locais de difícil acesso, ou protegidas em Unidades de Conservação. Sua riqueza de espécies e os diferentes gradientes de vegetação que vão mudando a paisagem de acordo com a altitude – desde a beira-mar até os picos das serras – possibilitam uma gama enorme de recursos naturais que precisam ser conhecidos e usufruídos de forma sustentável para que possam ser aproveitados sem que, para isso, sejam extraídos ou esgotados. O intuito deste trabalho é o de apresentar este rico ecossistema, informar sobre os impactos que o homem vem causando a ele e como podemos conservar os fragmentos que restam de forma sustentável para as atuais e futuras gerações.
15h – Reflexões sobre a relação Homem-Natureza – Priscilla Maia Rangel (EICOS/UFRJ)
Com base em pesquisa de doutoramento no Programa de Estudos Interdisciplinares de Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, do Instituto de Psicologia da UFRJ, a palestra visa apresentar as ideias centrais do pensamento naturalista do psicossociólogo francês Serge Moscovici (1925), um dos inventores da ecologia nos anos de 1970. Segundo as ideias do autor, ao buscar libertar o homem da selvageria da natureza, a modernidade teria apresentado uma série de restrições onerosas e insustentáveis. A lógica dominante seria a de que a sociedade é uma modalidade de esquecimento da natureza. E a ecologia é proposta como o estudo das inter-relações complexas homem e natureza.
16h – Biodiesel como alternativa energética – Wolney de Jesus Jardim (SEEDUC/RJ)
O Brasil tem procurado alternativas aos combustíveis fósseis. Uma das experiências mais promissoras é o biodiesel, que é um combustível de origem vegetal capaz de diminuir a emissão de carbono e, em consequência, os efeitos na atmosfera, que podem gerar efeito estufa e aquecimento global. Há várias matérias primas possíveis para a produção do "diesel verde", entre elas algumas que são de consumo humano. Assim nasce o dilema: plantar para comer ou para gerar energia?
QUINTA-FEIRA - 18 DE OUTUBRO
8h – Projeto Utopia: cidade sustentável – Rudolf Rotchild Costa Cavalcante (SEEDUC/RJ)
Partindo das ideias de Zigmunt Bauman e Thomas Morus, a proposta pedagógica foi fazer com que os alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Pedro Braile Neto, Colégio Estadual Doutor João Maia e Colégio Resende pudessem explorar a discussão sobre o conceito de desenvolvimento sustentável através de um Projeto que os fizesse pensar numa cidade que pudesse ser totalmente sustentável. Usando uma metodologia integrativa entre arte e sociologia, cada projeto de cidade produziu conhecimento a partir de diálogos, intervenções, discussões e apresentações.
9h - O desafio da sustentabilidade: entre a quebra de paradigmas e a perspectiva unilateral capitalista – Frederico S. Ribeiro (SEEDUCRJ)
Os últimos 100 anos da história humana foram marcados por evoluções tecnológicas sem precedentes. Cada vez mais a razão humana e a ciência avançaram na tentativa de dominar a natureza. Esse esforço humano não ocorreu ao acaso, ao contrário, foi determinado pela conjuntura histórica da sociedade ocidental pós revolução industrial. A relação entre o homem e o ecossistema foi mediatizada pela visão técnico-científica à serviço do sistema capitalista. A natureza passou a ser percebida somente como uma fonte de recursos, de matérias primas, simples insumos para o processo industrial. O impacto da industrialização na natureza foi tão intenso quanto na sociedade, ao mesmo tempo o sistema capitalista industrial produziu desigualdade social e destruição dos ecossistemas em larga escala, ou melhor, em escala nunca antes observada em toda a história humana. Temos o dever de debater se vamos querer vencer os velhos paradigmas capitalistas da sociedade de consumo, único entrave estrutural para a mudança que tanto necessitamos.
10h – A Energia Nuclear e a Sustentabilidade – João Gonçalves (INB)
A geração de energia elétrica por fonte nuclear não pode deixar de fazer parte da matriz nacional. Afinal, ela é uma forma de energia limpa, altamente produtiva, que utiliza um combustível disponível no País (o Brasil possui a sexta maior reserva de urânio do mundo, com apenas 30% de seu território prospectado) e uma tecnologia já dominada pelos técnicos brasileiros. Para que o país cresça será necessário grande investimento para que nossa matriz energética seja dotada de quantidade de geração primária suficiente para fazer frente a este crescimento. Basicamente, necessitamos realizar nos próximos 35 anos aquilo que fizemos nos últimos 70 anos, sendo que não há mais oportunidades para grandes hidrelétricas, como as do sistema Paulo Afonso, Tucurui, Itaipu e agora Belo Monte. Os benefícios do uso pacífico desta tecnologia na moderna medicina, na agricultura, na conservação de alimentos, nas ciências e na geração de energia, apontam para a necessidade premente de uma ampla discussão com a sociedade, de maneira que a tecnologia nuclear possa ser colocada a serviço da nação, de forma soberana, estratégica e vantajosa para ampliação da qualidade de vida e sustentabilidade do povo brasileiro.
11h – Avaliação das águas do alto rio Preto - Região de Visconde de Mauá (RJ/MG) – Paloma Merces Carreño (SEEDUC/RJ).
A bacia do alto rio Preto abriga a região turística de Visconde de Mauá, que encontra-se em processo de expansão econômica e populacional. Este fato, unido a falta de medidas eficazes de saneamento básico na região tem gerado a degradação da qualidade das águas dessa bacia. Uma avaliação quali-quantitativa foi realizada em 12 pontos do alto do rio Preto, no trecho compreendido entre o limite do Parque Nacional de Itatiaia à cachoeira da Fumaça.
14h – A indústria do petróleo e seus impactos – Sérgio Machado Corrêa (UERJ)
A indústria do petróleo está intimamente ligada à vida de todos. Convivemos diariamente com derivados do petróleo, como o uso de combustíveis, uso de plásticos e borrachas, tintas, vernizes, fármacos, entre tantas outras aplicações. Porém, os impactos diretos e indiretos destes derivados do petróleo são relevantes. Nesta palestra serão abordados temas desde a origem do petróleo, sua descoberta, extração, transporte e processamento, sempre com o intuito de explicitar seus impactos no meio ambiente e mostrar potenciais oportunidades no mercado de trabalho.
15h – Ações do Instituto Educa Mata Atlântica – Rita Souza
O Instituto Educa Mata Atlântica é uma Organização Não Governamental sem fins lucrativos. Desenvolve projetos que visam o desenvolvimento sustentável de populações carentes através da produção de mudas e tornou os viveiros comunitários uma realidade no Sul do Estado do Rio de Janeiro. Além dos viveiros de mudas nativas, o Instituto EDUCA, em parceria com o ITEB - Instituto Tecnológico da Borracha, mantém o Projeto Social "MARIA SERINGUEIRA" e uma unidade de plantio demonstrativa de seringueira no município de Quatis - RJ. As atividades de educação ambiental, sensibilização e treinamentos são desenvolvidas nas escolas e nas áreas de entorno aos projetos de reflorestamento e complementam o trabalho de conscientização sobre a preservação do bioma Mata Atlântica.
16h – Gestão e participação em comunidades da APA da Serra da Mantiqueira – Luis Felipe César (ONG Crescente Fértil)
Diversas iniciativas de construção da sustentabilidade a partir da gestão integrada e participativa têm ocorrido nos últimos anos na APA da Mantiqueira, envolvendo distintas comunidades, com níveis variados de efetividade. Quais são os principais atores desses processos e que resultados foram alcançados?
SEXTA-FEIRA - 19 DE OUTUBRO
8h – Promoção da saúde e mídia na educação para a sustentabilidade – Maria Olívia Brochado Baptistella, João Carlos Silva de Oliveira, Lauane Pereira Cardoso e Eliandra Luiza Cândido (SEEDUC/RJ)
Projeto interdisciplinar desenvolvido por alunos do curso normal do CE Pedro Braile Neto nos anos de 2011 e 2012 sob orientação da professoras Pamela Ullio e Maria Cristina Tavares de Moraes Danelon. Discute a partir de uma visão crítica construtivista as doenças infantis tendo como ponto culminante a produção de um DVD que será avaliado e distribuído às escolas do município de Resende.
9h – Uso consciente dos recursos naturais – Sebastião Camargo
Estudioso e autodidata que coloca a nível molecular, quântico e comportamental a importância do uso consciente dos recursos ambientais.
10h30min – Coral EmCanto – Marlene Oliveira (PMR)
Ao longo dos três dias de debates acontecerá a Exposição Arte &Sustentabilidade – trabalhos de alunos do CE Dr João Maia orientados pelos professores Ana Lúcia Alfradique, Gustavo Nordskog e Michelle Vargas. O colégio fica na Praça Oliveira Botelho, s/nº , Centro, Resende.
SIGLAS:
SEEDUC/RJ – Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
PMR – Prefeitura Municipal de Resende.
MPF/RJ – Ministério Público Federal do Rio de Janeiro.
CMR – Câmara Municipal de Resende.
EICOS/UFRJ – Programa de Pós- graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
CREAR – Centro de Referência em Educação Ambiental de Resende.
INB – Indústrias Nucleares do Brasil.
UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
mais informações:
promocaodasaude2012.blogspot.com.br
e o e-mail é bethpam@hotmail.com
Resende -RJ
SEMANA C&T - 2012
PROGRAMAÇÃO - RESENDE
QUARTA-FEIRA - 17 DE OUTUBRO
8h – A experiência do CE Dr João Maia em Educação Ambiental – Genise de Moura Freitas Ferreira (SEEDUC/RJ)
Relato da experiência pedagógica dos projetos: Jornada de Educação Ambiental e Agenda 21 Escolar. O primeiro acontece anualmente desde 2006 e tem como principal objetivo estimular práticas de Educação Ambiental que envolvam a comunidade escolar e parceiros. O segundo é resultado do Curso de Aperfeiçoamento Educação Ambiental e Agenda 21 escolar: formando elos de cidadania à distância, promovido pela UERJ em 2009 e que teve como finalidade redigir a Agenda 21 da escola.
9h – Arquitetura sustentável – Wellington Renó Kneip (PMR)
Os caminhos da sustentabilidade na arquitetura e no urbanismo. O que podemos fazer já e o que podemos buscar para o futuro.
10h – Ações do Ministério Público Federal em questões ambientais – Izabella Marinho Brant (MPF/RJ)
Pretende-se apresentar um panorama da tutela do meio ambiente na Constituição Federal de 1988, apontando as atribuições do Ministério Público Federal em matéria ambiental, com enfoque nas questões que ensejam maior atuação nos municípios da região.
11h – Desenvolvimento econômico e preservação ambiental: um paradoxo? – Gláucio Julianelli (CMR)
Discussão dos dois pontos essenciais ao desenvolvimento humano na Região das Agulhas Negras, cujas cidades apresentam semelhantes aspectos culturais, educacionais, geográficos e econômicos. São analisadas também a situação atual e as possibilidades futuras das principais vertentes de crescimento: Indústria, Agricultura e Pecuária, Comércio e Serviços.
14h –"Mata Atlântica – Conhecer para conservar e usufruir de forma sustentável" – Adriana Deslandes – (SEEDUC/RJ)
A conservação da Mata Atlântica vem sendo cada vez mais importante devido à grande riqueza de biodiversidade que abriga em uma área tão pequena já tão devastada historicamente. Hoje, uma boa parte, encontra-se preservada em locais de difícil acesso, ou protegidas em Unidades de Conservação. Sua riqueza de espécies e os diferentes gradientes de vegetação que vão mudando a paisagem de acordo com a altitude – desde a beira-mar até os picos das serras – possibilitam uma gama enorme de recursos naturais que precisam ser conhecidos e usufruídos de forma sustentável para que possam ser aproveitados sem que, para isso, sejam extraídos ou esgotados. O intuito deste trabalho é o de apresentar este rico ecossistema, informar sobre os impactos que o homem vem causando a ele e como podemos conservar os fragmentos que restam de forma sustentável para as atuais e futuras gerações.
15h – Reflexões sobre a relação Homem-Natureza – Priscilla Maia Rangel (EICOS/UFRJ)
Com base em pesquisa de doutoramento no Programa de Estudos Interdisciplinares de Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, do Instituto de Psicologia da UFRJ, a palestra visa apresentar as ideias centrais do pensamento naturalista do psicossociólogo francês Serge Moscovici (1925), um dos inventores da ecologia nos anos de 1970. Segundo as ideias do autor, ao buscar libertar o homem da selvageria da natureza, a modernidade teria apresentado uma série de restrições onerosas e insustentáveis. A lógica dominante seria a de que a sociedade é uma modalidade de esquecimento da natureza. E a ecologia é proposta como o estudo das inter-relações complexas homem e natureza.
16h – Biodiesel como alternativa energética – Wolney de Jesus Jardim (SEEDUC/RJ)
O Brasil tem procurado alternativas aos combustíveis fósseis. Uma das experiências mais promissoras é o biodiesel, que é um combustível de origem vegetal capaz de diminuir a emissão de carbono e, em consequência, os efeitos na atmosfera, que podem gerar efeito estufa e aquecimento global. Há várias matérias primas possíveis para a produção do "diesel verde", entre elas algumas que são de consumo humano. Assim nasce o dilema: plantar para comer ou para gerar energia?
QUINTA-FEIRA - 18 DE OUTUBRO
8h – Projeto Utopia: cidade sustentável – Rudolf Rotchild Costa Cavalcante (SEEDUC/RJ)
Partindo das ideias de Zigmunt Bauman e Thomas Morus, a proposta pedagógica foi fazer com que os alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Pedro Braile Neto, Colégio Estadual Doutor João Maia e Colégio Resende pudessem explorar a discussão sobre o conceito de desenvolvimento sustentável através de um Projeto que os fizesse pensar numa cidade que pudesse ser totalmente sustentável. Usando uma metodologia integrativa entre arte e sociologia, cada projeto de cidade produziu conhecimento a partir de diálogos, intervenções, discussões e apresentações.
9h - O desafio da sustentabilidade: entre a quebra de paradigmas e a perspectiva unilateral capitalista – Frederico S. Ribeiro (SEEDUCRJ)
Os últimos 100 anos da história humana foram marcados por evoluções tecnológicas sem precedentes. Cada vez mais a razão humana e a ciência avançaram na tentativa de dominar a natureza. Esse esforço humano não ocorreu ao acaso, ao contrário, foi determinado pela conjuntura histórica da sociedade ocidental pós revolução industrial. A relação entre o homem e o ecossistema foi mediatizada pela visão técnico-científica à serviço do sistema capitalista. A natureza passou a ser percebida somente como uma fonte de recursos, de matérias primas, simples insumos para o processo industrial. O impacto da industrialização na natureza foi tão intenso quanto na sociedade, ao mesmo tempo o sistema capitalista industrial produziu desigualdade social e destruição dos ecossistemas em larga escala, ou melhor, em escala nunca antes observada em toda a história humana. Temos o dever de debater se vamos querer vencer os velhos paradigmas capitalistas da sociedade de consumo, único entrave estrutural para a mudança que tanto necessitamos.
10h – A Energia Nuclear e a Sustentabilidade – João Gonçalves (INB)
A geração de energia elétrica por fonte nuclear não pode deixar de fazer parte da matriz nacional. Afinal, ela é uma forma de energia limpa, altamente produtiva, que utiliza um combustível disponível no País (o Brasil possui a sexta maior reserva de urânio do mundo, com apenas 30% de seu território prospectado) e uma tecnologia já dominada pelos técnicos brasileiros. Para que o país cresça será necessário grande investimento para que nossa matriz energética seja dotada de quantidade de geração primária suficiente para fazer frente a este crescimento. Basicamente, necessitamos realizar nos próximos 35 anos aquilo que fizemos nos últimos 70 anos, sendo que não há mais oportunidades para grandes hidrelétricas, como as do sistema Paulo Afonso, Tucurui, Itaipu e agora Belo Monte. Os benefícios do uso pacífico desta tecnologia na moderna medicina, na agricultura, na conservação de alimentos, nas ciências e na geração de energia, apontam para a necessidade premente de uma ampla discussão com a sociedade, de maneira que a tecnologia nuclear possa ser colocada a serviço da nação, de forma soberana, estratégica e vantajosa para ampliação da qualidade de vida e sustentabilidade do povo brasileiro.
11h – Avaliação das águas do alto rio Preto - Região de Visconde de Mauá (RJ/MG) – Paloma Merces Carreño (SEEDUC/RJ).
A bacia do alto rio Preto abriga a região turística de Visconde de Mauá, que encontra-se em processo de expansão econômica e populacional. Este fato, unido a falta de medidas eficazes de saneamento básico na região tem gerado a degradação da qualidade das águas dessa bacia. Uma avaliação quali-quantitativa foi realizada em 12 pontos do alto do rio Preto, no trecho compreendido entre o limite do Parque Nacional de Itatiaia à cachoeira da Fumaça.
14h – A indústria do petróleo e seus impactos – Sérgio Machado Corrêa (UERJ)
A indústria do petróleo está intimamente ligada à vida de todos. Convivemos diariamente com derivados do petróleo, como o uso de combustíveis, uso de plásticos e borrachas, tintas, vernizes, fármacos, entre tantas outras aplicações. Porém, os impactos diretos e indiretos destes derivados do petróleo são relevantes. Nesta palestra serão abordados temas desde a origem do petróleo, sua descoberta, extração, transporte e processamento, sempre com o intuito de explicitar seus impactos no meio ambiente e mostrar potenciais oportunidades no mercado de trabalho.
15h – Ações do Instituto Educa Mata Atlântica – Rita Souza
O Instituto Educa Mata Atlântica é uma Organização Não Governamental sem fins lucrativos. Desenvolve projetos que visam o desenvolvimento sustentável de populações carentes através da produção de mudas e tornou os viveiros comunitários uma realidade no Sul do Estado do Rio de Janeiro. Além dos viveiros de mudas nativas, o Instituto EDUCA, em parceria com o ITEB - Instituto Tecnológico da Borracha, mantém o Projeto Social "MARIA SERINGUEIRA" e uma unidade de plantio demonstrativa de seringueira no município de Quatis - RJ. As atividades de educação ambiental, sensibilização e treinamentos são desenvolvidas nas escolas e nas áreas de entorno aos projetos de reflorestamento e complementam o trabalho de conscientização sobre a preservação do bioma Mata Atlântica.
16h – Gestão e participação em comunidades da APA da Serra da Mantiqueira – Luis Felipe César (ONG Crescente Fértil)
Diversas iniciativas de construção da sustentabilidade a partir da gestão integrada e participativa têm ocorrido nos últimos anos na APA da Mantiqueira, envolvendo distintas comunidades, com níveis variados de efetividade. Quais são os principais atores desses processos e que resultados foram alcançados?
SEXTA-FEIRA - 19 DE OUTUBRO
8h – Promoção da saúde e mídia na educação para a sustentabilidade – Maria Olívia Brochado Baptistella, João Carlos Silva de Oliveira, Lauane Pereira Cardoso e Eliandra Luiza Cândido (SEEDUC/RJ)
Projeto interdisciplinar desenvolvido por alunos do curso normal do CE Pedro Braile Neto nos anos de 2011 e 2012 sob orientação da professoras Pamela Ullio e Maria Cristina Tavares de Moraes Danelon. Discute a partir de uma visão crítica construtivista as doenças infantis tendo como ponto culminante a produção de um DVD que será avaliado e distribuído às escolas do município de Resende.
9h – Uso consciente dos recursos naturais – Sebastião Camargo
Estudioso e autodidata que coloca a nível molecular, quântico e comportamental a importância do uso consciente dos recursos ambientais.
10h30min – Coral EmCanto – Marlene Oliveira (PMR)
Ao longo dos três dias de debates acontecerá a Exposição Arte &Sustentabilidade – trabalhos de alunos do CE Dr João Maia orientados pelos professores Ana Lúcia Alfradique, Gustavo Nordskog e Michelle Vargas. O colégio fica na Praça Oliveira Botelho, s/nº , Centro, Resende.
SIGLAS:
SEEDUC/RJ – Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
PMR – Prefeitura Municipal de Resende.
MPF/RJ – Ministério Público Federal do Rio de Janeiro.
CMR – Câmara Municipal de Resende.
EICOS/UFRJ – Programa de Pós- graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
CREAR – Centro de Referência em Educação Ambiental de Resende.
INB – Indústrias Nucleares do Brasil.
UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
mais informações:
Pamela Ullio
bióloga, msc em educação ambiental
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e o e-mail é bethpam@hotmail.com
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A maioria dos biocombustíveis não é "verde", diz pesquisa
http://canalbioenergia.com.br/noticia.php?idNoticia=13835
27/09/2012
Nos últimos anos, a demanda por bicombustíveis, supostamente ambientalmente amigáveis, aumentou de forma significativa em todo o mundo; por um lado, o que resultou no aumento do cultivo de plantas destinadas à produção de energia e, por outro lado, métodos de produção e tecnologias inovadoras para a segunda geração de biocombustíveis têm sido desenvolvidos.
Paralelo a isso, os especialistas têm refinado métodos de análise do equilíbrio ecológico e desenvolvem métodos para avaliação ambiental. Em termos de biocombustíveis, a maioria deriva predominantemente de produtos agrícolas, razão pela qual são chamados de agrocombustíveis, definindo melhor a sua origem.
Mas, uma discussão crescente sobre a sua sustentabilidade ambiental gira principalmente em torno de se a produção de biocombustíveis é defensável do ponto de vista ecológico, ou se existem possíveis efeitos negativos, por exemplo, sobre o fornecimento de alimentos em tempos de seca, ou se ocorre a eutrofização das terras férteis.
Em busca de uma resposta mais precisa, a Empa [Swiss Federal Laboratories for Materials Science and Technology], em nome do Departamento de Energia (BFA) e em colaboração com o instituto de pesquisa Agroscope Reckenholz-Tänikon (ART) e com o Paul Scherrer Institute (PSI), atualizou o balanço ecológico dos biocombustíveis, incluindo suas cadeias produtivas. Neste novo estudo, em comparação com o estudo anterior de 2007, também realizado pela Empa, a equipe, liderada pelo pesquisador Rainer Zah, incluiu novas plantas e atualizou a avaliação dos processos de fabricação e métodos de avaliação.
No entanto, apesar de um conjunto de dados mais extenso e de métodos mais atualizados, a Empa chegou à mesma conclusão que o estudo em 2007: muitos biocombustíveis baseados em produtos agrícolas de fato ajudam a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, mas produzem outros tipos de poluição ambiental, tais como acidificação do solo e poluição de lagos e rios, pelos resíduos de adubação ou implicam em ameaças à segurança alimentar.
“A maioria dos biocombustíveis, portanto, apenas altera o tipo de impacto ambiental: menos gases de efeito estufa com mais poluição relacionada à terra utilizada para a agricultura“, diz Zah.
Isto resulta em apenas alguns poucos biocombustíveis com um balanço ecológico global melhor do que a gasolina, especialmente biogás de resíduos, os quais – dependendo do material de origem – possuem um impacto ambiental de até a metade do que a gasolina.
E no grupo de agrocombustíveis, o etanol tende a ter um melhor balanço ecológico do que aqueles com uma base de óleo, no entanto, os resultados são muito dependentes do método de produção e da tecnologia aplicada.
No entanto, a nova metodologia também permitiu Zah e seus colegas identificarem as “fraquezas” do estudo anterior.
Os pesquisadores, em 2007, subestimaram os efeitos das mudanças nas áreas naturais no balanço de gás de efeito estufa. Por exemplo, o desmatamento da floresta tropical. O estudo atual mostra que os biocombustíveis provenientes de áreas desmatadas geralmente emitem mais gases de efeito estufa do que os combustíveis fósseis, considerando os impactos diretos do desmatamento no balanço ecológico.
Isto também se aplica às variações de uso indireto da terra: se terra agrícola existente é usada para a produção de biocombustíveis em substituição à produção agrícola tradicional e, como consequência, novas áreas florestais têm que ser desmatadas para a expansão da ‘fronteira’ agropecuária, quer seja para manter a produção alimentar existente ou para atender à demanda pelo aumento do consumo ou aumento da população ou ambos.
Por outro lado, os efeitos positivos podem ser alcançados se o cultivo de agrocombustíveis contribuir para aumentar o teor de carbono do solo como, por exemplo, através do cultivo de dendê em áreas de pastagem degradadas na Colômbia ou através de plantações de jatropha na Índia e leste da África, aproveitando terras abandonadas.
“Apesar disso, não se pode falar, em termos gerais, da Jatropha como uma “planta maravilha”, porque seu equilíbrio ecológico é muito dependente das práticas agrícolas no local em questão e do uso anterior da terra”, diz Zah. Cada biocombustível (novo) deve ser examinado separadamente e em detalhes.
O que deve ser atendido em termos de produção de biocombustíveis?
Embora o ‘diabo’ esteja nos detalhes, os novos estudos permitem fazer algumas recomendações gerais:
• O desmatamento de áreas naturais conservadas para produção de biocombustíveis deve ser evitado, porque que agrava o balanço de gases de efeito estufa consideravelmente, o que, evidentemente, tem um impacto claramente maior no ambiente, tornando injustificável a substituição dos combustíveis fósseis pelos agrocombustíveis.
• Deve ser dada prioridade para sua produção em áreas degradadas e/ou abandonadas, recuperando o uso produtivo do solo e aumentando a retenção de carbono.
• Se a terra agrícola é usada para a produção de biocombustíveis, a mudança indireta do uso da terra deve ser evitada na medida do possível, por exemplo, tornar obrigatória o controle e a exigência de que qualquer produção de alimentos deslocada para novas áreas não terá efeitos indiretos na oferta, no preço e no acesso aos alimentos.
• O uso da terra e silvicultura, tais como resíduos de jardim, palha e resíduos de madeira para fins energéticos é vantajoso, mas somente se estes não forem usados de outras formas pela população ou se a sua extração de seu ciclo natural não reduz a fertilidade do solo e da biodiversidade.
EcoDebate, com informações do Dr. Rainer Zah, Swiss Federal Laboratories for Materials Science and Technology (EMPA)
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